Business Over IP marca a consolidação do VoIP no Brasil
VOIP
Por Jackeline Carvalho
01 de outubro de 2008
Maurício Vergani, da Embratel; Rodolfo Fontoura, da Sun Microsystems; Jose Fuentes Molinero Junior, da Philips Business Communications; Cleber Moraes, da Avaya; e Weber Canova, da Totvs, defenderam em evento nesta manhã de quarta-feira, 01/10, que VoIP deixou de ser desafio às corporações, que agora se concentram em comunicação unificada e telefonia IP.
A comunicação unificada está ganhando terreno no mercado brasileiro. Esta foi a principal mensagem dos executivos das empresas Totvs, Sun, Embratel, Philips e Avaya, ao público que esteve presente à abertura do evento Business Over IP, nesta quarta-feira, 01/10.
Na abertura do debate, Geraldo Santos, presidente da Land Brasil, empresa organizadora do evento em conjunto com o WTC Club, resgatou dados da Frost & Sullivan sobre o desempenho do mercado VoIP na América Latina, cujo crescimento é estimado em 87,5% anual até 2011, ficando o Brasil com 49% da base instalada.
Cleber Moraes, presidente da Avaya, lembrou que a base tecnológica atual cria reais condições às empresas para desenvolver novos negócios sobre plataformas convergentes, adquirindo diferencial competitivo.
“Uma pesquisa do Gartner, aponta que a comunicação unificada é a 2ª entre as tecnologias mais competitivas dos próximos cinco anos”, disse Moraes. Ele ressaltou também que a Avaya mantém um centro de desenvolvimento de aplicativos no Brasil, onde vêm sendo criadas soluções baseadas em IP para os mais diversos negócios, entre eles hospitais e empresas de varejo.
José Fuentes Molinero Junior, vice-presidente da Philips Business Communications, defendeu que as plataformas híbridas (que atendam tanto as conexões convencionais, em tecnologia TDM, quanto as tecnologias 100% IP) são as melhores opções para as empresas que querem implementar as inovações tecnológicas sem abrir mão de investimentos ainda passíveis de amortização.
“Este foi o modelo adota nos Estados Unidos e na Europa”, afirmou. Segundo ele, as empresas devem migrar para a plataforma IP, mas na medida das suas necessidades objetivas de negócios e de acordo com as suas possibilidades financeiras. “O modelo gera uma economia significativa, mas os investimentos também são altos”, acrescento.
O modelo de negócio criado para explorar o potencial das plataformas de comunicação convergentes também foi apontado pelos executivos como um desafio importante a ser superado pelas corporações no Brasil. Weber Canova, vice-presidente da Totvs, lembrou que a nova infra-estrutura tecnológica gera aplicativos tanto para o usuário residencial quanto para as corporações, incluindo voz, dados e vídeo, e que as empresas precisam começar a desenvolver modelos que facilitem a geração de negócios a partir da interatividade.
Ele citou como exemplo a TV Digital e as dúvidas em torno da publicidade que será veiculada nesta nova mídia, lembrando que o telespectador terá liberdade para escolher se quer ou não uma programação intercalada com propagandas.
Rodolfo Fontoura, presidente Sun Microsystems, e Mauricio Vergani, vice-presidente da Embratel, ressaltaram que as áreas de marketing das companhias terão um grande desafio a frente, pois precisarão criar estratégias que permeiem produtos, serviços e conteúdos.
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