BRV Telecom cresce provendo acesso sem fio PDF Imprimir E-mail
Por Jackeline Carvalho   
27 de novembro de 2008

Instalada no interior de São Paulo, a BRV Telecom se caracteriza pela oferta de serviços baseada em um modelo híbrido de rede sem fio e de conexões feitas em parcerias com operadoras incumbents.

André Góes, diretor de projetos, explica que a infra-estrutura se baseia em dois modelos: wireless, baseado em antenas Canopy, da Motorola; e acesso físico a partir das redes das incumbents.

“Isso nos diferencia pela qualidade”, afirma. “Montamos uma estrutura de tunelamento, não apenas para vender VoIP no modelo convencional. Com as conexões de São Paulo e Campinas, no interior do estado, além de Curitiba (PR) e Salvador (BA), oferecemos E1 IP para as corporações a custos menores, com qualidade diferenciada e preparada para serviços adicionados”, complementa.

Entre os seus clientes da BRV telecom estão a Siemens e a Karcher, que apóiam seus sistemas de comunicação em uma infra-estrutura capaz de suportar 2,5 mil chamadas simultâneas, no serviço pré-pago; e 16 mil chamadas também simultâneas, no modelo pós-pago, atuais limites das BRV Telecom.

A qualidade da oferta da companhia, segundo Góes, também pode ser atestada pelos equipamentos utilizados pela empresa: gateways Cisco e 3Com, servidores Dell e sistema de bilhetagem da GoVoip. “A rede NGN tem pontos de presença dentro das incumbents, sempre com Cisco na ponta e a plataforma da GoVoip gerenciado a sinalização”, diz André Góes.

Como estratégia comercial, a BRV Telecom quer ampliar a sua oferta de telefonia explorando o potencial das redes sem fio (wireless).
Para isso, está negociando com provedores de internet no Paraná e na Bahia, de forma a entregar o sinal a eles e fazer a distribuição, até a casa do usuário, por rede sem fio.

Em São Paulo, Góes cita como exemplo de grandes provedores wireless a Unitelco e a Diveo. “Mas saindo para o Paraná e para a Bahia, regiões mais pobres e fibra óptica, há grandes provedores que podem utilizar antenas para distribuir telefonia para as suas localidades”, acredita.

Esta oferta, a BRV batizou de Projeto Provedor, que vai vender o BRV Fone, no qual a operadora entrega um link de 250 Kbps aos provedores e separar um IP para acesso à internet e outro para telefonia.

Quando ele abrir a internet está na rede do cliente. não usa a internet publica, ou seja, a nuvem da internet. A Siemens, por exemplo, tem um E1 IP, por acesso fibra ótica (Eletropaulo) e telefonia normal, igual à Telefônica.
Já a Karcher usa o sistema como VoIP. “Como eles estão em área de acesso ruim, entregamos o sistema via internet da Telefônica”, explica Góes.

A BRV Telecom ainda está enquadrada no modelo de serviço de comunicação multimídia (SCM), mas já ingressou com pedido de enquadramento como operadoras de telecomunicações junto ao Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) e, em janeiro, planeja ingressar com a solicitação de licença STFC (serviço de telefonia fixo comutado) junto à Anatel. “Em 2009, queremos pelo menos 50% do faturamento da empresa com a licença STFC”, finaliza André Góes.


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