Telecom encabeça crescimento de 11% dos eletroeletrônicos PDF Imprimir E-mail
Por Rodrigo Conceição   
04 de dezembro de 2008

Setor de telecomunicações representa 17 % dos R$ 123,7 bi faturados pelas empresas ligadas à Abinee (Associação Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica). Tecnologias IP e a 3G foram os principais impulsionadores, segundo a entidade.

Com a aprovação das licenças 3G, o mercado de telecomunicações deu um salto com novas aquisições de componentes para redes, assim como no incremento de vendas de devices para o usuário final, que já começa a se familiarizar com a banda larga móvel. Somente neste ano foram fabricados 76 milhões de novos aparelhos celulares e habilitadas mais de 27 bilhões de novas linhas. Os números são da Abinee, que enxerga um acompanhamento do bom desempenho desse setor também em 2009, para quando projeta que a indústria eletroeletrônica, no total, crescerá 7%.

“Se não fosse a crise internacional, certamente essa projeção de crescimento estaria entre 12% e 15%, mas estamos com o número conservador de 7%, apostando no crescimento nas vendas de tecnologias para a 3ª geração da telefonia móvel, assim como para o WiMax, tão logo as suas licenças sejam liberadas”, diz Humberto Barbato, presidente da Abinee.

“Nesta mesma época do ano passado estávamos reclamando a demora para a liberação da 3G e hoje vemos que tínhamos razão, pois a sua liberação impulsionou o mercado e a prova são os números de crescimento apresentados”, lembra Paulo Castelo Branco, diretor da área de telecomunicações da associação. A Abinee apurou que o mercado de telecom cresceu 21% no último ano, atingindo faturamento de R$ 21 bilhões.

A entidade também associa o incremento das redes IP ao crescimento do mercado de telecomunicações em 2008. “E a 3G também é responsável por isso, pois o seu advento gerou uma certa pressão sobre os grandes backbones IP, que precisaram evoluir para acompanhar a demanda por tráfego e, com isso, compraram novos ativos”, complementa Castelo Branco.

Para ele, em 2009 o País participará de desenvolvimento parecido e, desta vez, o impulsionador será o WiMax. “O Brasil não pode demorar mais para licenciar a tecnologia, pois já perdemos qualidade para desenvolvimento local de estações rádio base e outras soluções e não podemos perder o incremento de componentes que essa indústria demandará com a vinda da tecnologia”, finaliza Barbato.


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