Mude busca reposicionamento no mercado de distribuição PDF Imprimir E-mail
Por Daniel Damas   
08 de agosto de 2008

Distribuidora sofreu queda nas vendas com investigação sobre desvio de impostos, feita pela Polícia Federal e outros órgãos públicos, deixou de vender os equipamentos da Cisco, seu principal parceiro até ano passado e alvo da operação da PF, mas desde o início de 2008 vem refazendo seu portifólio, passando a atuar em áreas como thin clients e energia.

Depois do encerramento do contrato com a Cisco, após ações da Polícia Federal na chamada Operação Persona, a distribuidora Mude deu início a um reposicionamento no segmento de distribuição. Além de manter a antiga atuação em networking e segurança, desde o começo deste ano a companhia está em busca de parceiros em novas áreas de negócios.

A mudança acontece principalmente por conta da necessidade de cobrir o portifólio, oferecendo novas soluções às revendas. Em março, a distribuidora fechou parceria com a fabricante TP-Link, de soluções de conectividade para os mercado de pequenas empresas e residências. Recentemente, em julho, foi a vez da Dasan, com equipamentos para para redes de médio porte, como switches níveis 2 e 3. A empresa busca ainda um parceiro que ofereça soluções para o mercado enterprise, de modo a contar com um portifólio completo em networking.

"Seguimos buscando novas parcerias. Em breve, deveremos fechar contratos com duas empresas. Uma é da área de otimização de links WAN (Wide Area Network), e a outra produz monitores", explica o diretor da Mude, Francisco Gandin. Como parte da estratégia de diversificar os negócios, em abril foi firmado um contrato com a APC, que fornece soluções de energia, e, em junho, com a Tecnoworld, fornecedora de thin clients.

De acordo com o executivo, esse reposicionamento permite à empresa atingir outros canais que não aqueles especializados em networking e segurança. A distribuidora realizou road shows em sete cidades brasileiras (outras duas ainda devem receber o evento) para recrutar essas novas revendas. A atuação em novas áreas, afirma Gandin, proporciona rentabilidade para ambas as partes, uma vez que a distribuidora chega a outros mercados, e seus clientes têm à disposição o que chama de "central de compras", com diversos tipos de soluções e condições financeiras vantajosas.

"Como muitos canais são empresas pequenas, às vezes têm dificuldades para obter crédito. Temos realizado análises para verificar o potencial de cada um, como os índices de crescimento e a carteira de clientes, para que possamos conceder crédito a eles", explica. A Mude distribui hoje soluções de 10 empresas parceiras e conta com 3 mil revendas ativas em todo o Brasil.


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