| Redes IP: novas necessidades, novos produtos |
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| Por Carolina Chemin | |
| 18 de agosto de 2008 | |
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De todas as áreas de tecnologia que vêm ganhando destaque nos últimos anos, talvez uma das que tem crescido mais é a de redes. A convergência de dados, voz e aplicativos demanda uma infra-estrutura cada vez mais robusta e ao mesmo tempo maleável, capaz de ser configurada com facilidade e de operar com diversos vendors. “As redes IP têm crescido muito e se transformaram em uma plataforma de distribuição de serviços de valor agregado tanto para as operadoras quanto para seus clientes. Hoje as redes são multi-vendors, heterogêneas e extremamente flexíveis, ou seja, fáceis de configurar”, explica Rodrigo Parreira, diretor executivo da Promon Logicalis. Toda flexibilidade acaba criando um problema para o gestor da rede, porque como é muito fácil fazer alterações, fica difícil manter uma visão unificada do que compõe a rede e de quem está mexendo nela. “Um estudo do Yankee Group indica que 80% das falhas em redes de dados IP são causadas por mudanças feitas nelas”, comenta o executivo. Além disso, é complexo identificar a origem de uma falha em uma rede IP, uma vez que ela se propaga ao longo da rede. De olho nessa oportunidade, a empresa fechou uma parceria com a Alterpoint, empresa canadense desenvolvedora de um sistema de gerenciamento e configuração de redes, através da qual irá comercializar o produto com exclusividade nos países em que atua na América Latina, entre eles Brasil e Argentina. “Há cerca de um ano instalamos a solução em um cliente que, por ser um órgão de governo, precisava ter um controle grande de sua rede. Na época descobrimos a Alterpoint, nos capacitamos na solução e o cliente ficou extremamente satisfeito. Atualmente estamos fazendo a primeira expansão dessa plataforma”, conta. Mercado preparado Apesar de ter contato com a solução há um ano, a Promon Logicalis acredita que somente agora o mercado brasileiro atingiu a maturidade para a adoção desse tipo de produto. “Agora nos estamos atingindo uma massa crítica onde o problema de falta de controle das redes fica tangível. Prova disso é que recentemente muitos clientes nos procuraram buscando uma resposta para esse tipo de necessidade”, comenta Parreira. Segundo o diretor, a ferramenta é capaz de identificar a rede (mesmo se ela for multi-vendor), capturar a configuração de todos os elementos que a compõem e, se alguém faz qualquer alteração, consegue trackear isso. “No caso de uma falha fica mais fácil descobrir o que a originou”. Além disso, o produto permite que sejam estabelecidas políticas para a administração da rede, tornando mais fácil controlar quem está tendo acesso a diferentes elementos da infra-estrutura. Em relação ao retorno sobre investimento, Parreira afirma que trata-se de uma solução barata se comparada aos custos das redes e ao tipo de problema que ela evita. “Ela se paga muito rapidamente, o ROI acontece em poucos meses”. Atualmente, além de um cliente que já usa a ferramenta, o executivo acredita que a empresa conseguirá fechar mais dois ou três contratos nos próximos dois meses no Brasil. Ele enxerga como principais targets as operadoras de Telecom, os full service providers e corporações imensas com redes enormes, como a Vale do Rio Doce e a Petrobrás. “Acredito que uma solução desse tipo poderia ter ajudado no caso da queda da rede da Telefônica, ocorrido recentemente”, exemplifica. Reportagens e Notícias Recentes:
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