Cisco lança roteador com espaço de 322 Terabits e 12 vezes mais rápido PDF Imprimir E-mail
Por Alexandro Cruz   
09 de março de 2010

Linha de produtos é uma atualização da primeira versão, o CRS-1, e foi desenvolvido para que as operadoras ofereçam transmissão de vídeo ao vivo sobre IP sem problemas de latência, e comercializem maior espaço para o armazenamento em nuvem.

A Cisco apresentou nesta terça-feira (9) o lançamento mundial de um novo sistema de roteadores, o CRS-3 (Carrier Routing System), que possui alta capacidade de espaço do processador (322 terabits), além de ser 12 vezes mais rápido que o equipamento anterior, CRS-1. Segundo o presidente mundial da Cisco (CEO), John T. Chambers, a criação dos novos roteadores está focada na crescente transmissão de vídeo pela internet. “Nós próximos anos, cerca de 90% do tráfego sobre IP será em transmissão de vídeos e, com isso, haverá um aumento significativo de aplicativos que serão utilizados nesse segmento”, analisa.
 
O produto é focado para atender às operadoras de telecomunicações, data center e plataformas de tecnologia móvel. No entanto, o presidente da Cisco Brasil, Rodrigo Abreu, diz que para o produto ter bom desempenho, dependerá de uma infraestrutura preparada para receber essas atualizações tecnológicas.
 
Outro nicho em destaque é a computação em nuvem com foco no armazenamento de dados. Para o executivo, a contratação de SOA e SaaS tornou-se primordial para as empresas e uma plataforma de comunicação rápida e com capilaridade será o mote para o fechamento de bons negócios.
 
Quanto à capacidade de dados que o CRS-3 oferece, o executivo afirma que, com o produto, é possível que todos os cidadãos da China consigam se comunicar, em vídeo-chamada, simultaneamente sobre uma mesma rede IP, sem que tenham qualquer tipo de latência. "A ideia é dar habilidade no uso dos serviços em nuvem no dia-a-dia. Mostrar para companhias a diferença dessa perspectiva. É ter qualquer vídeo, a qualquer momento", diz Chambers.
 
 
Também foi desenvolvido junto com o equipamento o processador QuantumFlow Array, que possui seis chips, que trabalham integrados e diferenciam o tipo de dados que trafega. “Isso aumenta a comunicação, como é o caso da transmissão de imagens ao vivo pela rede”, diz o executivo da Cisco Brasil. Outra tecnologia projetada é o sistema de posicionamento de rede (NPS, sigla em inglês), que atua como um GPS de rede, apontando os melhores caminhos para a realização da transferência de dados.
 
Antes da apresentação do produto, a empresa realizou testes nos EUA com a operadora AT&T, onde foram realizadas transferências de dados em uma rede de backbones com 100Gbs. As provas aconteceram entre New Orleans e Miami.
 
O CRS-3 estará disponível no mercado mundial a partir do 3º trimestre deste ano. No Brasil, Rodrigo Abreu diz que a expectativa de venda é boa, já que antes do anúncio do produto, a Cisco foi procurada por uma operadora que mostrou interesse em comprar. “As empresas estão investindo e com o aumento da demanda pela rede 3G, todas precisam estar preparadas para atender seus clientes”.
 
Hoje, aproximadamente cinco mil CRS-1 Cisco (versão anterior) estão instalados nas operadoras do mundo e no Brasil há 100 equipamentos dispostos em empresas não reveladas pela fabricante.
 

Com a nova versão, o presidente da empresa no Brasil garante que os investimentos serão menores, porque o custo será destinado à atualização dos dispositivos. “As operadoras terão redução de custos tanto no CAPEX como no OPEX”, afirma Abreu. O preço inicial para a implementação do sistema é por volta de US$ 90 mil.


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