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Segundo a IDC, é crescente a tendência de insourcing do teleatendimento (call center) e de migração das redes Frame Relay e ATM para MPLS. Consultoria também prevê que, na América Latina, segmento financeiro gastará 8,6 bilhões de dólares em TI, em 2008.
Os bancos estão melhorando a infra-estruutra de rede para trafegar não apenas dados, mas voz e vídeo. A informação é do country manager da IDC Brasil, Mauro Peres, segundo o qual é forte a tendência de migração das redes ATM (Asyncronous Transfer Mode) e Frame Relay par MPLS (Multiprotocol Label Switching), um protocolo de roteamento que permite assegurar que a transmissão de determinados pacotes tenham perdas ou atrasos imperceptíveis em função da capacidade de uma gestão de tráfego mais eficaz.
Este protocolo geralmente é utilizado em empresas de telecomunicações responsáveis por backbones que demandam alta qualidade, credibilidade e disponibilidade de serviços.
Além de investimento nas redes, a IDC identifica uma forte disposição dos bancos em internalizar as operações de call centers (teleatendimento), para estarem mais próximos às demandas dos clientes. Um dos exemplos é o banco Santander, dono da Produban (empresa responsável pela infra-estrutura de TI da instituição), que está não apenas fazendo o insourcing da operação como investindo na mudança da infra-estrutura para voz sobre IP (VoIP).
Outro fator importante neste movimento é que, segundo Peres, tem havido uma forte pressão interna, especialmente da área de risco das instituições, para que sejam revistos contratos com empresas não CLT ou um regime misto. "Os bancos estão pressionando as prestadores de serviços para que contratem profissionais em regime, no mínimo, misto", diz.
Durante a 3ª Conferência "Annual Financial Insights", a IDC divulgou dados sobre pesquisa feita em maio, junho e julho com instituições financeiras na América Latina. Segundo a consultoria, bancos e seguradoras investirão, em 2008, 8,6 bilhões de dólares em Tecnologia da Informação (TI), sendo 54% deles representados pelo Brasil.
Mauro Peres explica que o levantamento realizado pela consultoria junto a 44 bancos e 35 seguradoras na região, e os gastos de TI considerados pela IDC incluem apenas software, hardware e serviços de terceiros – investimentos internos na área, como desenvolvimento próprio, não entram na conta.
Setenta porcento desses gastos com TI virão dos bancos, as seguradoras serão responsáveis pelo aporte de 20% deste montante. Já os 10% restantes virão das corretoras de seguros. A prioridade de TI dos grandes bancos (aqueles com mais de 3 mil funcionários, varejistas, em sua maioria) será a consolidação e virtualização de servidores e storage.
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