RJ dá inicio à primeira comunidade digital PDF Imprimir E-mail
Por Daniela Malara   
27 de março de 2009

Mais de 10 mil habitantes terão acesso à internet banda larga via rede Wi-Mesh no Morro Dona Marta, em Botafogo; investimento foi de R$ 456 mil e prefeitura está reutilizando antenas implantadas durante os jogos Panamericanos.

O Rio de Janeiro deu mais um passo para virar um Estado Digital. O Governo está levando internet banda larga gratuita para os cerca de 10 mil moradores do morro Santa Marta, no Bairro de Botafogo, que poderão acessar o serviço wireless de qualquer ponto da comunidade. O projeto teve investimento total de R$ 496 mil, alocados em instalação e assessoria, já que as 16 antenas que transmitem o sinal via rádio foram aproveitadas da vila dos Jogos Panamericanos, uma vez que os equipamentos não seriam mais utilizados.

Segundo Joeval Martins, gerente de desenvolvimento de canais para área de empresas e governo da Motorola – empresa que prestou consultoria e implementou a rede Mesh metropolitana – a estratégia do governo é ocupar seu espaço na sociedade. “O investimento foi baixo em relação ao alcance do projeto, pois o intuito não é obter lucro, mas promover a democratização digital”, conta.

A iluminação digital do Dona Marta é um projeto da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, desenvolvido em cooperação com a PUC/RJ e financiado pela Fundação Carlos Chagas de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Os objetivos principais da implementação, além da inclusão digital, são a oferta de serviços púbicos à população, como solicitação de documentos pessoais, consultas de processos, agendamentos de perícias no INSS, pesquisas escolares, serviços do Detran e emissão de segunda via de contas ou documentos.

A internet a céu aberto também poderá beneficiar, o entorno do morro, já que o sinal chega às cercanias da Praça Corumbá, na subida do Dona Marta.

VoIP deve ser o próximo passo
A implantação de redes sem fio é o primeiro item no que diz respeito à massificação dos serviços sobre IP, pois viabilizam sistemas como o VoIP. De acordo com Joeval, o serviço está entre as metas dos órgão públicos em geral. “Todos os estados olham o VoIP como um horizonte, porque a média de economia com as ligações é de 40%, o que permite o retorno do investimento rapidamente”, analisa ele.
 


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