Presidente da ABTA critica consulta pública para 2,5G aberta pela Anatel PDF Imprimir E-mail
Por Alexandro Cruz e Jackeline Carvalho   
04 de agosto de 2009

Principal executivo da Associação Brasileira de TV por Assinatura, Alexandre Annenberg diz que órgão regulador “não está observando a expansão do Wi-Max como oportunidade para a inclusão digital no Brasil”.

Em entrevista coletiva concedida nesta manhã de terça-feira, 04/08, Annenberg afirmou que o modelo proposto pela Anatel, e aberto à consulta pública nesta segunda-feira, 03/08, restringe o espectro do Wi-Max – conexão sem fio à internet em alta velocidade - para apenas 50 MHz, e inviabiliza uma oferta integrada de serviços, o chamado triple play (transmissão de dados, voz e TV).

O Wi-Max é utilizada pelas operadoras de MMDS (Multichannel Multipoint Distribution Service). Estas empresas até então ocupavam a faixa de freqüência 2,5GHz de forma exclusiva, e reclamam que a Anatel está 'reservando' frequência para a LTE (Long Term Evolution), tecnologia que ainda está em fase de desenvolvimento mundial e interessa principalmente as operadoras de telefonia celular, para a chamada 4ª. Geração da Telefonia Móvel (4G).

A partir de 2012, o órgão regulador abre a possibilidade de as operadoras de telefonia celular também explorarem a mesma freqüência com o LTE.

Annenberg acusa as “empresas celulares de confiscarem esta parte do espectro para o LTE” e diz: “O Wi-Max já está disponível. O que falta é a liberação. Diferente do LTE que é uma prospecção para daqui 5 anos”.

Segundo ele, com a divisão proposta pela Anatel, e que está em consulta pública, os provedores de serviços que optarem pelo Wi-Max perdem capacidade de transmissão, o que restringe a oferta de imagem em alta definição e a transmissão de dados e voz pelo mesmo canal.

O presidente da ABTA também denunciou que “há equipamentos MMDS esperando pela certificação da Anatel há três anos e que nada vem sendo feito para agilizar a liberação”. De acordo com ele, esta morosidade, aliada à insegurança quanto a decisões futura, desencorajam os investimentos no Brasil.

“Há um número muito baixo de outorgas liberadas para Wi-Max. Apenas 80 municípios até aqui, sendo o ultimo em 2000”, desabafou Annenberg, ao defender que o Wi-Max contribui para o aumento da competição entre as empresas e, conseqüentemente, à expansão da oferta de conexão em banda larga no País.

“Há 30 operadoras de MMDS no Brasil, nos 80 municípios que já possuem outorgas. Em paralelo, há poucas operadoras de telefonia celular atendendo a um grande número de usuários”, finaliza.


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