Segurança da informação é ideal cada vez mais distante, concluem especialistas PDF Imprimir E-mail
Por Fausto Fernandes   
01 de dezembro de 2009

Fiesp promove encontro para discutir o tema e chega a conclusão de que somente as inovações tecnológicas não protegem o internauta, que também precisa agir preventivamente.

Para comemorar o Dia Internacional da Segurança em Informática (30/11) a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promoveu o seminário “A internet e os paradoxos do controle da segurança”. O tema, segundo Cássio Vecchiatti, diretor do departamento de segurança da entidade, é cada vez mais importante porque a “sociedade em geral está se conectando em ritmo acelerado”.

João Rufino, chefe da assessoria de TI do departamento de engenharia e construção do Exército Brasileiro, salientou que o tráfego de dados se dá em vários lugares, sem se saber ao certo a origem e o destino da informação. Em decorrência disso, ele deu três dicas básicas para o próprio usuário se proteger de possíveis ataques: apagar dados desnecessários, atualizar antivírus e firewall e trocar periodicamente senhas. “É necessário que os internautas tenham conhecimento dos riscos que estão expostos durante a navegação”, afirmou.

Durante a palestra “Os avanços dos sistemas operacionais e as medidas de contenção de riscos”, Andrew Cushman, diretor de resposta a incidentes em segurança de computadores da Microsoft, explicou que o espaço de ameaças muda muito rápido e é imprescindível que os navegadores fiquem atentos às novas formas tecnológicas de prevenção, “Uma educação nesse sentido, orienta os usuários a não contar somente com recursos inovadores, mas também assumir um uso mais consciente”.

Já Otto Stoeterau, gerente de vendas da Symantec na América Latina, reafirmou a posição de que unicamente o antivírus “não dá conta do recado” e reforçou que as pessoas ainda não estão maduras o suficiente sobre o uso correto da web, e devem ter noção de que não somente o dispositivo físico de acesso sofre com crimes digitais, mas eles próprios.

“Os criminosos vão atrás de lugares onde a aderência é alta e a falta de cuidado tende a ser grande”, disse ele. Como exemplo, está o comércio eletrônico, tema que Gerson Rolin, diretor-executivo da Camara E-Net, explorou durante a sua palestra. Ele mostrou que este tipo de negócio cresce a cada ano, assim como as fraudes sofridas por clientes. Para evitar transtornos, o executivo indica pesquisa e avaliação antes de fechar um negócio.

Legislação contra o crime cibernético
Outro tópico discutido foi a legislação atual no controle da criminalidade na internet. O especialista em direito eletrônico, Renato Opice Blum, frisou que “do ponto de vista jurídico, a evolução rápida da tecnologia é ruim, pois dificulta o acompanhamento”. Para ele, há muitas normas que deveriam ser revistas e aprimoradas para atender às necessidades atuais.

Para José Mariano de Araújo Filho, delegado de crimes eletrônicos da 4ª Delegacia de Investigações Gerais / Diretoria Estadual De Investigações Criminais (DIG / DEIC), a falta de previsão legal específica é um empecilho para a punição aos infratores. Além disso, “por não lidarmos com provas comuns, todo o processo para encontrar o criminoso é demorado e exige mais conhecimento na área (web), o que dificulta ainda mais o nosso trabalho”, disse.


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