| Ameaças em redes aumentam e usuário ainda desconhece defesa |
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| Por Alexandro Cruz | |
| 20 de julho de 2009 | |
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É notório que a segurança de sistemas tem relação direta com a receita e a produtividade de uma empresa. Porém, no Brasil, a prática mostra que as corporações, principalmente as de pequeno e médio porte, ainda não se atentaram totalmente para a importância de preservar seus documentos.
De acordo com um estudo realizado pela Cisco, The Cisco 2009 Midyear Security Report, uma revisão do primeiro semestre de 2009, aponta que os ataques estão mais complexos e sofisticados. Agora as invasões são direcionadas para um determinado setor das corporações, por exemplo.
Esta mudança remete ao fato de que o avanço tecnológico é acompanhado pela criação de ataques estruturados. Segundo Ghassan Dreibi, gerente de desenvolvimento de novos negócios na área de segurança da Cisco, está mais difícill desenvolver vacinas contra os vírus, que sofrem mutações diárias, e quem os cria, antes estudantes que buscavam fama e sucesso ao invadir a rede de uma empresa, “hoje são criminosos, que procuram obter lucros”, afirma ele.
No Brasil, conforme denuncia o executivo da Cisco, existe um grupo especializado que cria vírus com a finalidade de comercializá-los para ataques. “Podemos considerar como exemplo um assaltante de banco que contrata um especialista no assunto para clonar os cartões e invadir as contas de muitos correntistas pelo mundo”, diz.
Outro diagnóstico divulgado pela Cisco mostra que o Brasil está na segunda colocação dos países com mais computadores infectados pelo famoso vírus "Conficker" ou "Downadup", perdendo apenas para a China. Essa ameaça atua no sistema operacional Windows, da Microsoft, e coleta dados pessoais do usuário, como senhas de bancos e cartões de crédito. Ele chega via e-mail e, quando instalado, se espalha por todos os computadores de rede.
Vacina
A disseminação dos vírus, em sua maioria, não é provocada por quem o cria, mas pelo usuário do sistema, esteja ele em casa ou dentro das empresas. Para o analista de sistema e líder técnico da área de Networking da Tele Design, Renato Martin, muitas empresas não conseguem mensurar quanto custa perder uma informação sigilosa ou desconhecem os recursos de proteção de rede.
“Muitas vezes a empresa compra um produto visando segurança, mas já o tem em casa. Um destes casos é o Firewall. O que as empresas realmente precisam é saber utilizar os produtos. Isso é uma questão de cultura de utilização da rede”, afirma Martin.
Todas as plataformas estão propensas a ameaças. Dreibi exemplifica os servidores em nuvem, cujo nível de segurança é maior, já que o compartilhamento de arquivos é bem mais rápido e isso pode afetar uma grande quantidade de computadores em pouco tempo.
Com os freqüentes acontecimentos das invasões de hackers, como aconteceu recentemente com os sites do Google e a comunidade virtual Twitter, considerados inatingíveis, tornou-se evidente a necessidade de preocupar-se com a infraestrutura de rede. O representante da Cisco acredita que uma ferramenta de autenticação forte ajudaria muito a prever problemas como esse.
Já o analista de sistema da Tele Design defende que os provedores também precisam oferecer maior segurança aos seus clientes. “Os e-mails são os principais distribuidores de ameaças”, aponta.
Ponto de segurança, cultuar os dispositivos que entram e navegam dentro de uma empresa e controlar como eles acessam as redes são algumas ações que proporcionam a proteção contra a perda de informações. “É necessário que exista um controle de dispositivos que se conectam aos pontos de rede, como quem pode e com que postura. Isso serve tanto para fixos quanto móveis”, completa Renato Martin.
Diante da situação de desinformação e desinteresse pela segurança de dados corporativo, a Cisco e a Tele Design criaram uma proposta de conscientização, com a realização de palestras em São Paulo. Os encontros tem o objetivo de proporcionar uma visão de como as empresas podem ter elevados prejuízos com a invasão de hackers.
Ghassan Dreibi ressalva que no Brasil a média de compra de equipamentos de segurança é inferior que em outros países. “Aqui se compra um Firewal por empresa, em países da Europa se compra de 15 a 20 por departamento para segmentar a rede”, diz.
“Os empresários não conseguem mensurar quanto custa perder uma informação. Técnicas que podem ser adotas para preservá-las como é o caso da segmentação de rede e de dispositivos de segurança é uma saída para melhorar os serviços e sem correr o risco de ficar inoperante por tempo indeterminado”, conclui Renato Martin. Reportagens e Notícias Recentes:
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