TJ-ES investe em storage para desafogar caos no acesso ao banco de dados
Por Redação   
18 de fevereiro de 2010

Para a realização do projeto no órgão público, o estado capixaba gastou R$ 3 milhões para a migração de seu banco de dados em uma nova infraestrutura. Para este ano, a meta de investimentos será na virtualização de servidores.

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo realizou um processo de atualização de seu banco de dados neste ano. O motivo do projeto é por causa do aumento significativo nos últimos anos em relação ao número de acessos aos dados do órgão público, o que causava filas de espera e indisponibilidade do servidor por alguns instantes. A demora obrigava os usuários esperar bastante para conseguir alguma informação.
 
Com os reflexos da falta de espaço para armazenar os arquivos dados, o TJ desenvolveu um projeto de expansão da capacidade de armazenamento dos seus servidores. Por meio de uma concorrência pública, a empresa Cimcorp venceu a concorrência para o projeto de implementação tecnológica. Segundo Rodrigo Esteves Gomes, analista de suporte do TJ - ES, as necessidades básicas eram aumentar o espaço em disco e melhorar o desempenho para acesso às requisições do banco de dados Oracle.
 
Para o projeto, a Cimcorp disponibilizou quatro especialistas de infraestrutura para auxiliar a instituição no projeto, que contou com aquisição de uma máquina EMC Clariion Cx4 240. Após os testes e as definições, o equipamento começou a operar com 60 discos de 300 GB Fiber Channel e outros 60 discos de 1 TB Sata no início, tendo dobrado hoje para 120 discos de cada. O projeto contemplou também Gateway NAS (Network Attached Storage), rede de armazenamento, HBAs e switches.
 
O analista lembra que para o processo de migração do banco de dados entre os sistemas de armazenamento era necessário manter as aplicações 24x7, com paradas programadas do sistema, sem comprometer o desempenho e o tráfego de informações. Sendo assim, a etapa desse projeto deveria ser feita gradativamente durante 120 horas até concluir toda a migração. "Em um primeiro momento, percebemos o completo desafogamento do Oracle com relação à escrita e leitura dos bancos de dados no storage", afirma Gomes.
 
A solução já consumiu até hoje investimentos de R$ 3 milhões na modalidade de registro de preços, que permite ao tribunal um portifólio de produtos no prazo de um ano. De 2008 a 2009 o TJ-ES informou a expansão em 100% a capacidade atual do seu storage e, ainda, pretende contratar novos projetos para a informatização de seus processos. A expectativa é alcançar o retorno sobre o investimento em dois anos.
 

Depois de finalizada esta etapa, os planos do TJ-ES estão voltados para investimentos em virtualização dos servidores. "Estamos identificando, dentro dos nossos 60 servidores físicos, o que é possível ser virtualizado. Para cada serviço identificado como possível, criaremos uma máquina virtual", finaliza o analista.


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