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2010 começa com uma preocupante constatação: pesquisa indica crescimento dos ataques por meio de redes sociais. Uma constatação que deve aumentar a resistência dos gestores de TI ao uso do recurso nas corporações.
A desconfiança e o cuidado empregados pelos CIOs ao acesso às redes sociais dentro do ambiente corporativo ganharam atrativos adicionais. Um estudo divulgado pela McAfee na última semana indica uma tendência de aumento dos ataques a dados sigilosos a partir destes meios.
Tal constatação é um péssimo sinal diante das oportunidades que o uso desta ferramenta virtual abre às empresas. Primeiro para identificar novas tendências, o que pensam os consumidores sobre produtos, serviços e marcas e depois para desfazer eventuais equívos no relacionamento empresa/consumidor.
Mas o estudo mostra que os criminosos digitais utilizarão cavalos de Tróia e botnets (redes zumbis) mais complexos para desenvolver programas e atacar as redes a partir do convívio entre usuários, além de aproveitarem as vantagens do HTML 5 para criar as ameaças emergentes.
“Na última década, observamos uma grande melhoria na capacidade de monitorar a rede, de detectar e deter os ataques de cibercrime”, afirmou Jeff Green, vice-presidente sênior do McAfee Labs, em documento distribuído pela empresa. “Atualmente, enfrentamos ameaças emergentes originadas de um crescimento explosivo das redes sociais e da utilização mal-intencionada de aplicações populares e de técnicas mais avançadas por parte dos cibercriminosos. Contudo, estamos confiantes de que 2010 será um ano de sucesso para a comunidade de segurança cibernética”, reforçou.
De acordo com a McAfee Labs, as redes sociais serão o ambiente preferido para as ameaças emergentes. O Facebook, o Twitter e os aplicativos de terceiros nesses sites estão mudando rapidamente a modalidade de ação dos cibercriminosos, já que possibilitam a eles o uso de novas tecnologias e novos pontos de acesso à Internet (hot spots) para desenvolverem suas atividades mal-intencionadas, segundo os estudiosos.
Os cibercriminosos aproveitam a confiança entre amigos e a falta de cautela dos usuários para atraí-los aos seus sites. O uso de URLs abreviadas em sites como Twitter contribuem para que os cibercrimonosos camuflem ou disfarcem sites mal-intencionados. A previsão é que os cibercriminosos irão explorar cada vez mais estas condições para usar suas táticas em redes sociais mais populares de 2010.
A saída, no entanto, não é abandonar o barco, mas encontrar armas para enfrentar os piratas, tendo em vista o volume de negócios que podem ser gerados a partir de uma estratégia de atuação na web do relacionamento, a Internet 2.0.
Ainda não foram desenvolvidas vacinas eficazes contra o crime na Internet, e é pouco provável que isso aconteça, mas um reforço na política de segurança, em especial na liberação de informações sigilosas sobre a corporação, além dos cuidados tradicionais, aliados à ferramentas de identificação e combate aos ataques virtuais, podem minimizar a ação dos cibercriminosos, e manter a corporação dentro da disputa pela simpatia dos internautas.
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