| Cisco aposta que UC como serviço vai liderar o mercado em quatro anos |
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| Por Gabriela Castellani | |
| 17 de março de 2010 | |
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Em visita ao Brasil para apresentar os novos produtos de comunicação unificada aos parceiros e canais de venda, o vice-presidente de Comunicação Unificada da Cisco, Rick McConnell, trouxe consigo novas metodologias que farão parte da empresa nos próximos anos, principalmente para o Brasil. Durante a entrevista exclusiva para o Portal IP News, o executivo revelou que a empresa está com uma estratégia de mercado em UC, além de conscientizar os clientes sobre a importância de utilizar essa tecnologia dentro das corporações.
Segundo o executivo, entre as soluções que farão parte do dia-a-dia das empresas estão a interoperabilidade de produtos; a comunicação colaborativa; a rede social corporativa; e a utilização em grande escala de transmissão de vídeos pela web. Junto a esses conceitos, McConnell afirma que o mercado de software com serviço (SaaS) é definitivamente um caminho que a Cisco seguirá nos próximos anos. “Esse tipo de serviço, em que providenciamos toda a interligação da comunicação e o cliente paga mensalmente, está crescendo muito e tomando mercados novos”. Ele adiantou que já existem contratos em andamento.
Quanto ao mercado de vídeo, o executivo enfatiza que já existe um crescimento maciço de procura por essas soluções. “Esse tipo de comunicação atinge cada vez mais as expectativas dos clientes e está adquirindo um espaço significativo no mercado mundial”. Ele também defende que a infraestrutura de banda larga no mundo tem crescido, o qual coopera para suportar com mais qualidade e velocidade as transmissões de imagem. “Hoje, 60% dos laptops já saem de fábrica com uma câmera instalada”, exemplifica.
Novos rumos
No mercado mundial, hoje, a Cisco tem maior representação em países como Canadá, Austrália, Estados Unidos e Reino Unido. Contudo, o executivo afirma que a companhia está aumentando a porcentagem de investimento em outros países que não sejam de língua inglesa. “Chegamos a uma lista de basicamente quinze países em que queremos expandir nosso ‘marketshare’, como México e China, entre outros”.
“Para se adequar aos novos mercados, os manuais precisarão de tradução e os produtos de ajustes de acordo com as normas locais”, diz o VP. Ele também afirma que o Brasil representa uma parte significativa do investimento da companhia, principalmente por conta do grande espaço geográfico que possui, o qual incentiva a comunicação via internet e vídeo.
No entanto, ao ser questionado se ele teria uma previsão de quando a tecnologia UC teria grande representatividade no Brasil, McConnell disse que ainda está na primeira fase, a de implementação da infraestrutura de rede IP nas empresas. Contudo, “tem potencial para crescer, especialmente no setor de contact center, no que diz respeito à colabração entre clientes”.
Mudança de hábitos
Para o executivo, a maior dificuldade no mercado UC atualmente é a adoção do usuário às novas alternativas de comunicação. “Não é exatamente uma coisa ruim, pois é ideal estar um passo à frente do que as pessoas estão usando no momento. Porém, muitas dessas ferramentas que estão disponíveis hoje, as empresas não sabem usar e nem educar seus funcionários para que a usem da forma correta”, diz.
McConnell complementa que o processo de adequação das novas tecnologias leva tempo e necessita de uma mudança de cultura de dentro das companhias. “Um exemplo é a própria Cisco que costumava gastar 750 milhões de dólares com viagens e, depois de adaptar as ferramentas de comunicação unificada, eliminando as viagens desnecessárias, conseguimos gastar menos da metade desse valor”, explica Rick. Reportagens e Notícias Recentes:
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