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2014
“Largura de banda não é essencial para o brasileiro, e sim o acesso à internet”, diz Getschko PDF Imprimir E-mail
Qui, 20 de Janeiro de 2011 15:18

Para o diretor do NIC.br, comparar Plano Nacional de Banda Larga brasileiro a outros países é errado, pois apenas um quarto da população tem internet em casa.

No quarto dia da Campus Party Brasil, um dos temas discutidos foi a respeito dos desafios de crescimento, tecnologia e comunicação no Brasil. Comentando a respeito, se uniram em um debate – mediado por Mario Tesa, diretor da Futura Networks – o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo; o presidente da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações) e da Telefônica, Antonio Carlos Valente e o diretor do NIC.br, Demi Gestschko.
 
Segundo Valente, o imprescindível agora, por parte do governo, é trabalhar novas alternativas desoneração. “Quando permitimos a redução de custos dos computadores, por exemplo, a penetração deste segmento aumentou nos domicílios brasileiros”, explicou ele, enfatizando que, atualmente, 40% das casas no País possuem computador e, desde montante, 13 milhões (55%) são conectadas à banda larga fixa.
 
Especificamente no estado de São Paulo, 70% dos domicílios possuem banda larga fixa.
 
Já Gestchko incrementa as palavras de Valente ressaltando que, inicialmente, é necessário colocar as pessoas em contato com a internet. “A largura da banda não é essencial num plano como o brasileiro. O importante mesmo é o acesso que o usuário tem e o alcance aos aplicativos”, explica.
 
Para ele, é errado comparar o plano brasileiro de banda larga com o de outros países como a Coréia, por exemplo, visto que a tecnologia nestes é muito mais expressiva do que aqui. “Um terço dos domicílios brasileiros possuem computador em casa, mas apenas um quarto possui banda larga”, acrescenta.
 
A questão vista por todos é que, embora o povo brasileiro ainda tenha pouco contato com computadores em si, quer fazer parte da rede e se manter conectado. Segundo Getschko, metade da população utilizou a internet nos últimos meses.
 
No entanto, de acordo com Valente, para se iniciar novas ações, é necessário “tirar proveito do que já foi feito”. Isto implica em melhoras da infraestrutura, rede móvel com acesso web. “Temos, principalmente, que reduzir os impostos para, assim, gerar mais aquisição dos serviços”, insiste o presidente da Telefônica.
 
Banda larga e o governo
 
O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirma que a expectativa atual é de fazer um arranjo institucional para a finalização do PNBL. Sobre a isenção do ICMS, ele afirma que não há a possibilidade de reduzi-lo genericamente mas que o MiniCom já planeja estudar uma forma de diminuir ou zerar para o segmento da banda larga, em si. “O governo ainda está fazendo avaliação da tributação”, explica ele.
 
Além da política de isenção de impostos, Bernardo enfatiza o projeto de tratamento dos tablets assim como os computadores.
 
“A política feita para PCs foi boa, porque barateou os custos e as pessoas compraram mais. A intenção, agora é introduzir boas condições no País e mais acesso, por isso queremos tratar os tablets da mesma forma”, explica Bernardo.
 
Sobre o orçamento de R$900 milhões para a Telebrás, indeferido pelo governo, Bernardo explica que não foi um corte de verba. “Enviamos a proposta para este valor, no entanto foi somente aprovado R$300 milhões”. Além disso, segundo o próprio, a estatal mantém um dinheiro em caixa de, aproximadamente, R$200 milhões.
 
PGMU
 
Bernardo afirma que já conversou com o governo e propostas para o calendário sobre o Programa Geral de Metas de Universalização (PGMU). A intenção é trabalhar nas metas entre fevereiro e março, para ser entregue no início de maio.
 
Escrito por Andressa Nascimento   
 

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