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“Brasil deve ter postura pró-ativa com os serviços VoIP”, diz diretor da Empirix PDF Imprimir E-mail
Qui, 08 de Abril de 2010 15:21

Empresa traz para o País solução que avalia as condições da rede de telefonia sobre IP oferecida pelas operadoras.

Para a Empirix, voz sobre IP (VoIP) ainda possui muitos problemas de transmissão, o que reduz a credibilidade e a rentabilidade dos provedores de serviço.
 
Segundo Daniel Teichman, diretor de marketing e produtos da área de garantia de serviços da Empirix, muitas empresas que oferecem serviços de voz sobre IP (VoIP) têm, atualmente, alguns problemas nas transmissões, como chamadas perdidas, quedas, alta latência, entre outros. Conforme aponta o executivo, esses problemas acontecem por vários motivos, como roteadores com defeitos, transposição imprópria de codecs nos limites das redes ou condições de sobrecarga de tráfego.
 
 
Diante disso, a Empirix abriu suas portas no mercado brasileiro e trouxe o Hammer XMS, uma solução que monitora, testa e oferece relatórios dos problemas que possam acontecer nas redes IP. Em entrevista exclusiva para o portal IP News, Teichman revelou que a companhia está expandindo sua atuação no País. “Por ser uma das principais economias da região, além de um mercado importante para serviços de VoIP, o Brasil foi uma escolha natural”, explica.
 
 
O executivo afirma que no momento não haverá um escritório físico brasileiro, mas a empresa acabou de fechar uma parceria com o canal Taitell Telecom, cuja meta é se aproximar dos clientes em potencial e começar a revender o serviço. “Temos a expectativa de oferecer soluções para fornecedores no Brasil, desde operadoras grandes e estabelecidas, até empresas alternativas e menores que forneçam VoIP”.
 
 
Em relação aos objetivos da empresa para o País, Teichman enfatiza que “como é um novo mercado para a Empirix, nossas metas são um tanto realistas em termos de vendas iniciais e futuras”, avisa, sem dar mais detalhes.
 
 
Mensuração da rede
 
Conforme explica Teichman, o serviço de avaliação da qualidade VoIP é feito de duas formas: “via monitoramento passivo” ou “via testes ativos”. Ele esclarece que o “monitoramento passivo analisa o desempenho da rede, mas não interfere na ligação do cliente. Já o ativo também monitora, só que ele realiza os serviços de correção a qualquer momento, dependendo da ação do controlador”, explica. Os dois testes acontecem no período de 24x7.
 
 
De acordo com o executivo, o público-alvo dos serviços, tanto no Brasil quanto em outros países, será atingido por meio de uma solução que “foi desenhada para identificar requerimentos de operadoras que fazem uso de redes com ou sem fios e fornecem serviços VoIP”. Segundo ele, estas empresas podem ser fornecedores, distribuidores, prestadores de serviços por atacado ou a cabo e operadores de rede móveis virtuais.
 
 
Teichman exemplifica a utilização da solução por meio da contratação da operadora norte-americana PowerNet Global Communications (PNG), que instalou o Hammer XMS em sua rede VoIP. Com o produto, o cliente calculou uma economia de 840 mil dólares durante os primeiros cinco anos, incluindo custos com call center, manutanção de rede e desistência de usuários por problemas na ligação. “Nesse caso, o ROI (retorno sobre investimento) foi de 330% e o investimento foi pago em dez meses”, lembra.
 
 
Mercado VoIP
 
Ao analisar o mercado mundial de redes VoIP, Daniel Teichman diz que os problemas existentes hoje com essa tecnologia, “impactam negativamente o comércio, porque atrasam a aceitação do serviço”. Além disso, ele enfatiza que muitas interferências na rede resultam em níveis de rotatividade mais altos do que o aceitável entre os clientes. “Esse caso se agrava quando o cliente já tem algum tipo de insatisfação com o provedor”, afirma.
 
 
O representante da Empirix aponta que há iniciativas no exterior para solucionar esses problemas, antes que eles atinjam o cliente final. “Com o crescimento da penetração dos serviços de Voz sobre IP mundialmente, espera-se que o Brasil seja um mercado chave nessa postura pró-ativa”.
 
 
Teichman diz que o desafio principal neste mercado será para que os prestadores de serviços VoIP estabeleçam planos de implementação que possam ser executados com viabilidade operacional e financeira. “Esse processo será especialmente complicado para as operadoras móveis com a implantação de serviços de dados em redes 3G e 4G, tendo que se adequar aos tradicionais TDM”, avalia.
 
 
“A expectativa é de que o Brasil tenha condições de sustentar o crescimento dos serviços de Voz sobre IP nos próximos anos”, comenta Teichman sobre o futuro do mercado brasileiro para esse setor.
Escrito por Gabriela Castellani   
 

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