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Diante da explosão de oferta e da tendência de consumo acelerado dos sistemas baseados em cloud computing, Joe Weinman, vice-presidente global de vendas estratégicas da AT&T, sugere critério às empresas na hora de contratar as soluções.
Segundo ele, ainda há controversas em relação à necessidade e ao custo da solução.
Dono de 11 patentes, incluindo o envio simultâneo de mensagens e arquitetura de rede, Joe Weinman, vice-presidente global de vendas estratégicas da AT&T, é o responsável pela pesquisa sobre usos inovadores de tecnologias emergentes dentro da empresa. Ele defende o uso de soluções inovadoras para estreitar o relacionamento entre empresas e clientes e cita como exemplo as soluções de comunicações unificadas e o uso de imagens - web conferencing, video conferencing, telepresença, entre outros.
IPNews: No atual cenário econômico, qual sua opinião sobre o futuro da inovação na área de telecomunicações corporativa? As empresas já investem muito em rede e telecomunicação e, apesar disso, são convidadas a novos investimentos e renovação do parque de equipamentos e soluções instaladas. Como equacionar os interesses da indústria com as necessidades das empresas?
Joe Weinman: O ponto interessante é que o rendimento da AT&T cresceu cerca de US$ 5 bilhões no último ano, fomos de US$ 119 bilhões em 2007 para US$ 124 em 2008. Esse é o grande avanço do ambiente econômico já visto. E nós não havíamos planejado essa quantia substancial. Então, nesse sentido, eu posso comentar que quando os tempos estão bons, as companhias investem em redes para melhor alcançar clientes, parceiros e empregados. Quando os tempos estão difíceis, a rede é uma estratégia que pode ser usada para redução de custos.
Para te dar um exemplo, uma de nossas principais soluções é a de telepresença da AT&T, onde você participa de videoconferência em alta resolução. Com a solução, pode-se economizar o preço da passagem de avião. Esse é um caso onde networking, especificamente o serviço global da AT&T MPOS network, pode reduzir substancialmente custos, ou eliminar gastos com viagens. Outra coisa que eu vejo, é que as pessoas estão procurando a convergência, especificamente IP e MPLS, para reduzir variedade de custos, e carregar todo tipo de serviço que desejarem (vídeo, dados). Colocando em um único IP com qualidade de serviço, podem integrar o tráfego voz e vídeo. Isso significa redução de gastos. Agora, ao invés de construir cada rede individual para a própria demanda, você pode construir algumas coisas para agregar a demanda.
IPNews: Qual é a sua definição para inovação?
Joe Weinman: Perspectiva de inovação é estar em um nível alto. A primeira coisa é ter redes mais inteligentes e mais capazes. Então estamos investindo substancialmente, US$ 1 bilhão este ano em nível global, em infraestrutura de rede e data center de internet. A inovação que estamos fazendo em serviços que não são tradicionais, mas são network centric, estão no topo das redes. Exemplo, nós temos 38 internet data centers ao redor do globo, temos ainda mais 'content delivery notes' globalmente oferecendo e uma gama de serviços para companhias multinacionais - empresas aqui no Brasil que querem fazer negócios no mundo todo. A rede é relativamente não importante, porque ações inteligentes de alguma maneira incluem empregados inteligentes ou “nas nuvens”. Sim, temos soluções inteligentes, como dispositivos móveis, telepresença, cloud services, capacidades VoIP, comunicações unificadas, e mais inteligentes e mais capacidade de rede. Posso passar horas falando com você sobre isso. Para comunicação em vídeo, o que eu chamo de broadcast effect, onde vemos um link ao vivo dentro de um telejornal, você tem que eliminar a sensação de estar conversando de uma maneira artificial e partir para um ambiente verdadeiro. É preciso pensar em um ambiente mais seguro e links mais capazes dentro da nuvem das corporações. Content delivery é outro bom exemplo. A idéia é, se a empresa tem um vídeo de treinamento, e quer fazer o download localmente, precisa contar com uma performance otimizada.
IPNews: Redes sociais como orkut, facebook serão ferramentas corporativas?
Joe Weinman: Sim, nós já estamos usando isso na página da AT&T, lá tem uma variedade de mecanismos que nós usamos para atingir os clientes e, internamente, para alcançar inovação. Por exemplo, nós vamos ao Twitter, Slash, Biz Solutions e temos um número substancial de seguidores acompanhando as últimas novidades da AT&T, artigos sobre tecnologia, cloud computing. Nós definitivamente usamos, e muito, estas ferramentas.
IPNews: Na sua opinião todos os sistemas de computação migrarão para cloud computing?
Joe Weiman: Não,eu acho que há uma grande controvérsia na indústria, você tem Nick Cart, que tem o livro “The Big Switch”, para quem tudo estará na nuvem do mesmo jeito que a eletricidade. Por outro lado, a McKinsey Company fez um relatório chamado “Clearing the Air on Cloud Computing”, no qual prega que os serviços na nuvem são muito caros e recomenda que as companhias segurem o uso da nuvem até o preço cair. Esses dois pontos de vista são extremos, um diz que tudo vai mudar para a nuvem e outro diz que nada deve mudar para a 'nuvem'.
A nuvem tem benefícios específicos e há casos em que o seu uso é caro. Alguns exemplos: pequenos negócios que não querem utilizar data centers, se nós dois quiséssemos formar uma empresa amanhã e tentarmos pedir emprestados 15 milhões de dólares para o nosso data center, antes de termos nosso primeiro rendimento, pode recorrer a uma infraestrutura em cloud. Há vários exemplo disso na indústria. Segundo: um bom caso de uso são corporações que têm demanda imprevisível, a melhor analogia que eu posso fazer é do mesmo jeito que você compra uma casa, porém fica em hotéis, do jeito que você compra um carro, mas continua alugando quando sai de viagem. Outro caso favorável a cloud são empresas que não vêem o data center como core, ou seja, têm outros focos. O Comitê Olímpico Americano é um bom exemplo de demanda variável e imprevisível, eles sabiam que as Olimpíadas de Pequim atrairiam muitas pessoas, mas não podiam calcular quantas pessoas estavam interessadas em ir à cidade. Muitas pessoas estavam querendo ver Michael Phelps e no final das contas atraiu um público muito grande, este é um exemplo de timing preditivo, porém a demanda não era previsível.
Isso é realmente um desafio aos CIOs, porque se você não dimensionar corretamente a capacidade, o que é impossível de fazer, então você terá problema no caminho, você pode ter muita capacidade e não perceber, pode desperdiçar dinheiro. Outro bom exemplo, em UC é nosso cloud based unified communication services, chamado AT&T Connect.
IPNews: O Gartner defende que UC é uma das principais tecnologias para as corporações investirem ao longo de 2009. Qual é a sua opinião?
Joe Weiman: Eu acho que cada companhia traça suas prioridades, de acordo com sua situação competitiva atual, capacidades de investimento, e tudo mais. Certamente UC está no topo ou perto do topo de várias listas de CIOs, porque entrando no mundo onde as pessoas estão se planejando para o final da recessão e a economia está se recuperando, a pergunta é: o que fazemos? Onde investimos? Como aumentamos a produtividade dos empregados? Como alcançamos nossos clientes? Eu diria que UC da AT&T está certamente engajada com unificação e colaboração. Fizemos uma aquisição a alguns anos atrás, chamada Interwise, renomeada para AT&T Connect, com a qual compomos um importante multiplay para clientes.
Comunicação unificada é aparentemente um serviço importante para alcançar clientes, parceiros e colaboradores. As pessoas estão olhando para a variedade de diferentes dispositivos, como dispositivos móveis, iPhones, Blackberry ou Windows Mobile, como exemplo. Você olha para os dispositivos wireless como VoIP, em termos de headsets dedicados, softphones, web conferencing, social networking, mensagem instantânea, tudo isso junto. A questão é como fazer isso trabalhar. E nosso objetivo é conseguir mais e mais influência para operacionalizar este ambiente. Alguns exemplos disso: anunciamos a solução de telepresença, trabalhamos para aumentar a interoperabilidade entre vários dispositivos e também temos tecnologias inteligentes, por exemplo, podemos pegar um vídeo, tirar o áudio stream e usar nosso “discurso para texto”.
Os laboratórios da AT&T desenvolvem tecnologia porque, obviamente, temos uma longa história de desenvolvimento de tecnologia em voz, além de software, processamento de áudio, temos várias soluções inteligentes bem como pensamos em dispositivos móveis. Por exemplo: nosso research do web site AT&T tem um demo de uma aplicação para o iPhone, onde você pode saber onde estou agora, por meio de um GPS, digitando o endereço. Também estamos fazendo coisas ligando videoconferência, webconferência, web telepresence. Pessoas podem interagir usando os mais variados dispositivos. Eu acho que as corporações estão tentando fazer algo simples. Interação com mais e mais pessoas. Simplificando a vida do usuário.
* Colaborou Fausto Fernandes |