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Versão 6 do Protocolo da Internet ainda não é o foco das empresas PDF Imprimir E-mail
Sex, 07 de Agosto de 2009 10:22

Representante do NIC.br diz que o IPv6 é uma realidade, mas que o mundo continua investindo apenas na versão 4, cujo fim se aproxima.

Brevemente a disponibilidade dos endereçamentos de redes está próxima de se acabar. Segundo Oripide Cilento Filho, da NIC.br, as empresas ainda não começaram a se preocupar em relação a aproximação do fim dos blocos da versão IPv4 (IP é o que define logicamente o seu computador em uma determinada rede, como exemplo: 192.168.0.10). De acordo com o especialista, há uma previsão para o fim de endereços válidos internet com a versão 4 entre 2011 e 2012, e a partir daí só somente a versão atualizada: o IPv6.
 
Mesmo com a proximidade do fim do espaço, Cilento afirma que no mundo os grandes fabricantes de produtos de comunicação sobre IP não possuem em seu portfólio aplicativos para a versão IPv6. “O problema é que ainda não foram desenvolvidos aplicativos que trabalhem com essa versão”, diz.
 
Uma saída para despistar a redução de endereços é a implementação de redes do protocolo NAT (network address translation) na empresas, que faz a tradução dos endereços IP e portas TCP da rede local para a Internet. Porém, o representante da NIC.br alerta pela segurabilidade. “Eles acham que é seguro, mas é algo como um sistema fictício e a maioria dos especialistas alerta sobre esse fator. Além disso, esse protocolo atrapalha a evolução das redes, porque insiste em permanecer com a versão 4, que já está chegando no seu fim”, diz.
 
Enquanto o tráfego é baixo, o IPv6 possibilita algumas vantagens quando é implementado. Como exemplo, até o momento não é cobrado para criar um endereço com essa nova versão e a outra vantagem é em relação à segurança. De acordo com o serviço Honeypots (pote de mel), sistema de detecção de intrusão, projetado pelo PTTMetro para reconhecer as variações de rede, mostra que os hackers ainda não desenvolveram ataques contra a v6.
 
Empresas e em países, como o Japão, já se preocupam com a implementação e serviços do novo protocolo. O governo japonês criou uma norma para que todos os fabricantes de tecnologia coloquem no mercado produtos que já possuam aplicativos para a utilização do IPv6. Outro exemplo é a Microsoft que oferece, desde o Windows Vista, a escolha para trabalhar com esse protocolo.
 
No Brasil a preocupação e investimento ainda são mínimos, e a maioria vem da iniciativa privada. Cilento exemplifica a baixa implementação no PTTMetro (projeto do Comitê Gestor da Internet no Brasil {CGIbr}, e promove e cria a infra-estrutura necessária), onde apenas sete empresas estão inscritas e utilizam a nova versão.
 
Porém, Oripide Cilento Filho acredita que os investimentos sejam parciais e gradativos. “As empresas começam com os fones, depois parcialmente as aplicações irão para roteadores, backbones e assim seqüencialmente. Parece que não, mas dois anos passam muito rápido”.
Escrito por Alexandro Cruz   
 

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