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Licença SCM é entrave para avanço da banda larga no Brasil PDF Imprimir E-mail
Seg, 18 de Maio de 2009 03:45

De acordo com o presidente da Abranet, burocracia e falta de conhecimento, quando somadas às poucas condições de competição oferecida aos provedores de internet, retardam o avanço dessas empresas, que já são mais de 1.200, no País.

Um balanço da empresa britânica Pint Topic relatou que o Brasil terminou em 9ª posição mundial em número de assinantes de banda larga e no quarto trimestre do ano passado o País teve a sexta maior expansão da base. Apesar do avanço, nítido também na visão de Eduardo Parajo, presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet (Abranet), ainda há muito chão a percorrer e o começo é o aumento das condições de competitividade para as empresas com licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), que podem ajudar a impulsionar a banda larga nacional.

“Atualmente, existem mais de 1.200 empresas com licença SCM no Brasil, sendo que a maioria atua na oferta de acesso à internet via rádio”, diz Parajo. “Essas empresas partiram para esse caminho natural porque o grande problema no Brasil é conseguir chegar na última milha e o único meio que encontraram foi ofertando internet onde as gigantes não chegam”, complementa ele, salientando que essas empresas também começaram a se transformar em pequenas fornecedoras de telecomunicações, complementando a qualidade de provedoras. “Inclusive, já temos algumas ofertando VoIP e banda larga como serviços distintos”.

Há ainda de se considerar, na sua visão, impeditivos burocráticos por parte da Anatel, conforme declarações de especialistas colhidas pela reportagem do IPNEWS durante evento organizado pela Abranet no dia 07 de maio, que dificultam novas licenças SCM. “Isso existe, realmente, mas não é o único entrave, dado que a falta de conhecimento dos provedores de internet quanto às exigências da agência também é grande, o que faz com que a média para a liberação de uma licença SCM seja de três a seis meses”, diz.

Acessos
Para Parajo, quanto mais opções de acesso à internet – ADSL, fibra ótica, 3G, WiMAX, etc. – maior será a competitividade do setor e o usuário será o principal beneficiado. “O desafio hoje é colocar mais gente conectada à internet e isso leva um bom tempo ainda. Somente depois é que conseguiremos levar mais serviços de valor agregado aos usuários finais”, diz. “Atualmente, ainda temos escassez de backbone, sem grandes ligações entre cidades”, complementa.

Segundo o especialista, a fibra ótica ainda será a espinha dorsal nesse cenário, principalmente quando o assunto é transportar grandes capacidades de dados. “As demais tecnologias, como o WiMAX, devem ser homologadas para prover melhoria na última milha e aumentar o poder de competitividade no mercado”, sintetiza.

Escrito por Rodrigo Conceição Santos   
 

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