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Cibercriminosos aproveitam Jogos Olímpicos para ataques
Qua, 08 de Agosto de 2012 12:11

Spams, hashtags no Twitter e phishing são exemplos.

Os Jogos Olímpicos, que ocorrem em Londres desde o fim do mês de julho, estão sendo usados por cibercriminosos como “isca” para atrair usuários desavisados. O alerta foi feito esta semana por duas empresas especializadas em segurança da informação: a Symantec e a Eset.

O Relatório de Inteligência da Symantec sobre as ameaças no mês de julho observou a utilização de hashtags (#) na rede social Twitter com temas olímpicos para disseminar códigos maliciosos, incorporando ameaças em aplicativos populares do Android, criando spams e golpes de phishing que fingem ser concursos patrocinados por empresas de cartão de crédito.

Já a Eset diz ter identificado novos ataques que aproveitam o aumento do interesse das pessoas pelos Jogos Olímpicos de Londres para disseminar malwares (códigos maliciosos) e spams. São sites ou aplicativos falsos que prometem a transmissão em tempo real da Olímpiada pela web.

Quando o usuário busca por páginas para assistir a transmissão, é direcionado a blogs com spam. Outro tipo de site comum é aquele que o usuário acessa buscando a transmissão ao vivo de algum evento olímpico, fazendo o download automático de um código malicioso.

“É importante ressaltar a crescente profissionalização dos cibercriminosos na elaboração desses sites”, pondera Camillo Di Jorge, country manager da Eset Brasil “As interfaces gráficas desses sites são cada vez mais detalhadas, o que faz com que o usuário não desconfie e o acesse, dando início automaticamente à tentativa de download de uma variante do malware.”

“Para não cair nesses golpes é necessário que o usuário esteja muito atento a onde clicar e quais links acessar a partir dos resultados que aparecem nos buscadores”, explica Raphael Labaca, coordenador de pesquisa da Eset América Latina. “O mais recomendável é entrar diretamente no site da organização dos eventos para ver quais são as páginas autorizadas a distribuir oficialmente o sinal em cada região.”

Escrito por Marcelo Vieira   
 

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