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Worms furtam dados de empresas na América Latina
Qui, 05 de Julho de 2012 16:40

Medre desviou mais de 10 mil arquivos do AutoCAD.

No mês de junho foi divulgado o relatório mensal de ameaças da ESET, na América Latina. Especialistas identificaram os worms Medre e Flamer, criados com códigos maliciosos para furtar informações estratégicas das organizações latino-americanas. O Medre, por exemplo, desviou mais de 10 mil arquivos de empresas (públicas e privadas) com planos e projetos desenvolvidos no software de desenho técnico AutoCAD, da AutodesK.

Solução evita ataques de malware nas empresas

De acordo com Anderson Tamborim, Engenheiro de Segurança da In2Sec, o vetor de infecção é o mesmo de outro agente malicioso e o “convite” pode vir por e-mail. “Esses worms foram criados com finalidade de espionagem especial e se disseminam na rede, infetando um maior número de computadores e até elimina outros worms, removendo outras ameaças”, explica Tamborim.

“Casos como esses demonstram que as empresas não estão livres da ciberespionagem e precisam ficar cada vez mais atentas a esse tipo de ataque”, pontua Camillo Di Jorge, Country Manager da ESET Brasil. “A única forma de evitar esse o problema é investindo em tecnologias de proteção adequadas e na educação dos usuários, uma vez que muitos incidentes ocorrem por falta de cuidado dos funcionários na hora de manipular dados e informações estratégicas”, acrescenta.

O informativo mostra que o malware com maior propagação neste mês foi o INF/Autorun, presente em 6.28% dos casos pesquisados. “Isso pode ser evitado com uma medida simples: tendo anti-vírus, softwares e sistemas operacionais atualizados”, informa o Engenheiro de Segurança.

Ainda no relatório, os pesquisadores ressaltam o ataque ao LinkedIn (pois recentemente 6,5 milhões de usuários da rede social tiveram senhas furtadas), já que a rede social utilizada para fins profissionais é vulnerável a cibercriminosos, que conseguem planejar ataques contra organizações.

Muitos usuários utilizam as redes sociais para networking e agem de forma errada, não se atentando às questões de segurança. “Funcionários se cadastram em mídias sociais com e-mails corporativos, o que é um erro, pois quando a credencial vaza na internet, os ataques são planejados contra as organizações”, alerta Tamborim. O Country Manager da ESET Brasil também alerta: “as pessoas costumam utilizar a mesma senha para diversos serviços online e, quando alguém mal intencionado descobre pode ter acesso a informações críticas, por isso, recomendamos que os usuários façam combinações difíceis de serem descobertas, com o uso de letras, números e caracteres”.

Escrito por Mayra Feitosa   
 

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