| Mobile banking requer atenção de bancos e governo |
| Qua, 27 de Junho de 2012 14:16 |
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Instituições devem melhorar segurança digital.
Para o especialista em Direito Digital e sócio do PPP Advogados, Leandro Bissoli, a preocupação com o sigilo bancário é uma realidade nas agências brasileiras, que já investem em soluções e ainda não permitem transferências, mas o governo também precisa reforçar a segurança. “Atualmente as atenções estão focadas nos aplicativos, que fazem filtros com pouca segurança, mas com a demanda da tecnologia Wireless para os grandes eventos esportivos que acontecerão no Brasil, o governo também deve pensar na segurança digital”, informa. Segundo Ivo Machado, diretor executivo da In2Sec, a plataforma móvel requer mais segurança e investimentos por parte das instituições financeiras. “A tendência é que ferramentas de segurança, como antivírus e antimalware sejam direcionados para essas plataformas. As empresas também podem investir em dispositivos de autenticação como tokens físicos e soft tokens, que podem ser instalados diretamente no dispositivo”, afirma o executivo. A realidade da migração dos sistemas financeiros para serviços de plataformas de nuvem, também exigirão mais cautela no investimento em segurança, pois é preciso saber lidar com a migração de agentes maliciosos para essas plataformas, adverte Machado. “É necessário entender o usuário, geralmente, não separa os acessos pessoais dos corporativos e o mesmo browser que acessa aplicação de netbanking é o que acessa twitter e facebook. Sendo assim, é necessário o envolvimento de áreas diversas como RH, Jurídico, TI e Segurança da Informação, atrelados ao bom senso e com o foco no negócio”, ressalta o diretor da In2Sec. Criminalidade e legislação “O Brasil tem estrutura para ter uma instituição governamental que apóie a segurança digital, como uma secretaria, por exemplo. O exército e receita federal cuidam da segurança nacional, mas não é suficiente. A instituição deveria fazer a articulação a longo prazo”, explica Bissoli. Mas, na ausência de um órgão responsável pelos dados do consumidor, o país já atua com a PL 20793/2011, que penaliza infratores que violam dispositivos de segurança e isso inclui aparelhos mobile. |
| Escrito por Mayra Feitosa |
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O mobile banking já é uma realidade nas agências bancárias brasileiras, que segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), cresceu 50% em 2011, atingindo a marca de 3 milhões de contas correntes acessadas por dispositivos móveis. De acordo com uma pesquisa realizada pela Cisco, 42% dos clientes bancários no mundo já estão dispostos a utilizar os aplicativos móveis para substituir cartões de créditos. Entretanto, os riscos de fraudes comprometem a confiabilidade nesses aplicativos.


