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MVNO: novas grifes da telefonia móvel
Qua, 26 de Maio de 2010 03:07

Ainda em fase de regulamentação pela Anatel, serviços têm a estimativa de alcançar, em 2014, base de 9,5 milhões de assinantes e receita de R$ 1,8 milhão. Grandes varejistas como Carrefour estudam novas ofertas.

A Amdocs, empresa de desenvolvimento de software e serviços para as operadoras de Telecom, em coletiva de imprensa, destacou sua nova aposta aqui no Brasil. Trata-se da implantação das redes virtuais MVNO (Mobile Virtual Network Operator).
O conceito consiste na prestação de serviços móveis de aparelhos celular, a partir do uso da rede de uma operadora de telefonia móvel tradicional, com a diferença de que as MVNOs trabalham apenas o relacionamento com o cliente, não tendo que investir em infraestrutura.
Segundo a Amdocs, este novo modelo de negócio permite a atuação em canais específicos de vendas de minutos ou produtos – via online; transferência de créditos entre as operadoras, a rede e os clientes; chamadas patrocinadas; co-brandings e convergência. Além disso, grandes grifes podem ter sua própria marca de celular, como celebridades, grandes varejistas – a exemplo do Carrefour e do Wallmart que já têm venda significativa de aparelhos – e até mesmo clubes esportivos.
De acordo com Renato Osato, vice-presidente da Amdocs Brasil, com este modelo, a telefonia móvel deixa de ser restrita às operadoras. “O sistema é atrativo para todos os meios, já que há uma expansão da marca, atração de clientes e expansão das receitas das companhias”, afirma, ao completar: “numa escala de 1 a 10, o custo que as empresas pensam em gastar é 1”.
Apesar dessa diferença no custo operacional, as operadoras tradicionais não devem considerar as MVNOs como concorrentes e sim como aliadas na busca de nichos de mercado. De acordo com Osato, são propostas diferentes de mercado.
Experiências
José Otero, presidente da consultoria Signals Telecom, apresentou dados referentes às MVNOs já existentes em outros lugares do mundo. O levantamento aponta que a plataforma responde no Reino Unido por 13% do mercado, seguido dos Estados Unidos, com 6,51%. Em terceiro lugar aparece a França, com 6% e depois a Espanha, com 3%.
“Pode haver MVNO tanto para a grande massa como para nichos específicos”, explica ele. Questionado sobre a América Latina, Otero respondeu que os países que já adotam o sistema são Chile, México, Colômbia e Equador, mas que, somente o primeiro, possui regulamentação oficial.
No Brasil, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) realizou a última das três audiências públicas para discussão da proposta de regulamentação do serviço e estima concluir o processo até julho. Segundo a Signal, a estimativapor aqui é que as MVNOs alcancem, até 2014, uma base de 9,5 milhões de assinantes e um faturamento de R$ 1,8 milhão.
Escrito por Andressa Nascimento   
 

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