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Sete empresas brasileiras pedem domínios com marcas
Qui, 14 de Junho de 2012 14:40

Entre elas .itau, .globo e .vivo.

A ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), responsável pela gestão dos nomes de domínio da web, acaba de divulgar uma lista contendo potenciais 1700 novas terminações, chamadas gTLDs. Ao todo, foram 1930 pedidos de novos gTLDs, sendo que 230 destes se referem a endereços que tiveram mais de um postulante. Atualmente são apenas 22 gTLDs, com predominância absoluta de endereços no ".com".

As novas terminações estão sendo postuladas por empresas e governos do mundo todo, envolvendo marcas, nomes geográficos e palavras genéricas. Aqueles que tiverem o pedido aprovado operarão como registradores da terminação, definindo regras de endereço e contas de email nessa raíz, de forma similar ao realizado pelo Registro BR para domínios terminados em .br.

Dentre os endereços contendo marcas postuladas estão ".nike", ".google", ".bmw", ".fiat", ".nokia" etc. No Brasil, apenas sete empresas apresentaram candidatura a operar domínios terminados nas suas marcas. O escritório Silveiro Advogados foi responsável por quase metade desses pedidos, representando as empresas como Ipiranga, Itaú e Vivo. Além destas, também postularam as suas marcas o Bradesco, a Rede Globo, a Natura e o UOL.

Segundo Rodrigo Azevedo, coordenador do projeto na Silveiro Advogados e especialista no tema, o impacto dessa mudança tende a ser grandioso. “Com empresas globais assumindo a operação da rede, com endereços que correspondem a suas marcas, a internet nunca mais será a mesma”, diz o advogado. “Enormes campanhas de marketing posicionarão esses novos endereços, podendo ofuscar o ‘.com’ ou ‘.com.br’.”

A reduzida participação de empresas brasileiras é lamentada por Azevedo. “Infelizmente, poucas empresas brasileiras tiveram o arrojo de postular as terminações de suas marcas. Como foram 1930 pedidos e a ICANN consegue analisar apenas 500 por ano, espera-se que a próxima janela de registro só ocorra após 2014. Ou seja, essas empresas que apresentaram candidaturas, como Ipiranga, Itaú e Vivo, serão os grandes pioneiros no Brasil dessa nova fase da internet."

Mesmo assim, Azevedo alerta que o tema deve ser acompanhado de perto inclusive pelas empresas que não apresentaram candidaturas a suas marcas. Segundo ele, o processo de análise dos novos gTLDs é potencialmente sensível e de risco para qualquer empresa brasileira, mesmo para aquelas que não apresentaram candidaturas. “Isso por que podem ter sido postulados endereços homônimos ou muito assemelhados a marcas, os quais, se deferidos, ofuscariam por completo a marca brasileira, inclusive nas buscas em ferramentas como o Google.". Há também endereços genéricos, como ".radio" ou ".store" onde algumas marcas brasileiras pretenderão reservar lugar e, outros, como ".rip" ou ".sucks" nos quais tentarão evitar a inclusão de seus nomes.

Além dos endereços .marca também foram postulados nomes geográficos como ".barcelona", ".paris" ou ".nyc". No Brasil, o único pedido desse tipo foi para ".rio". No caso dos endereços genéricos, as únicas candidaturas brasileiras foram para ".bom", ".final" e ".ltda".

A lista completa das candidaturas pode ser encontrada em gtldresult.icann.org.

Escrito por Redação   
 

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