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Após punição da Anatel, operadoras irão investir em infraestrutura PDF Imprimir E-mail
Sex, 20 de Julho de 2012 12:54

Para Telcomp, ainda é necessário expandir redes.

Com a ação da Anatel de impedir que as operadoras de telefonia móvel Oi, Tim e Claro comercializem novos planos no mercado nacional, a partir da próxima segunda-feira (23), e a exigência de ações para melhorar a qualidade do serviço no Brasil, as empresas informam que investirão em infraestrutura e para a TelComp, a medida ainda não é suficiente para garantir a entrega de serviços de qualidade.

Vendas de planos Tim, Oi e Claro serão suspensas em alguns Estados

Tim entrará com mandato de segurança contra ação da Anatel

Para Oi, decisão da Anatel foi precipitada

Após proibição, Claro entrega plano de ação à Anatel

A Claro, inibida de comercializar em Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, foi a primeira a entregar o plano, na última quinta-feira (19) e anunciar investimentos de R$ 3,5 bilhões de em 2012. De acordo com o presidente da operadora, Carlos Zenteno, a medida deve privilegiar a área de atendimento. “O planejamento deve acelerar o atendimento aos clientes, além de treinamento e competência nas centrais para atender às solicitações na primeira chamada (resolução imediata)”. A operadora é uma das que registra maiores índices de reclamações em relação a atendimento nos PROCONs brasileiros e a prática, deve diminuir os números de processos.

Para a Oi, proibida de comercializar no Amazonas, Amapá, Mato Grosso do Sul, Roraima e Rio Grande do Sul, o plano de ação foi precipitado, pois a agencia não levou em consideração os investimentos, que já somam R$ 6 bilhões em 2012, e algumas regiões não têm infraestrutura para instalação de antenas e cabos. De todo modo, a companhia prevê mais de R$ 24 bilhões até 2015 e já está em reunião hoje (20) com a Anatel, mas ainda não divulgou a data de entrega do plano de ação.

Proibida de vender planos em 19 Estados (Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e Tocantins), o grupo Tim, que teve queda nas ações de mais de 8% devido aos últimos acontecimentos, informa que entrará com mandato de segurança contra a agência, pois não quer ser forçado a suspender as vendas.

O grupo deve investir ainda R$ 3 bilhões em melhorias e informa que os índices de reclamações contra a operadora caíram 36% no primeiro trimestre, em relação ao ano anterior, e esse ano as demandas no PROCONs foram menores.

Para a TelComp, agência que representa algumas empresas na área de telecomunicações, a decisão da Anatel deixa explícita a urgência de expansão das redes de comunicações móveis, que devem atender a demanda crescente por serviços. “As medidas já foram tomadas e devem ser seguidas, portanto é preciso buscar soluções consistentes para viabilizar a expansão das redes em bases contínuas e sustentáveis, de acordo com a demanda do mercado” observa João Moura, da TelComp, e complementa: “Medidas pontuais de caráter emergencial pressionam as operadoras por melhorias, mas não são suficientes para garantir a evolução das redes em bases sólidas”.

Escrito por Mayra Feitosa   
 

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