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Digitalização nos municípios cresce 33%, aponta IBCD PDF Imprimir E-mail
Qua, 04 de Julho de 2012 13:19

Crescimento é resultado de investimentos em TICs.

A segunda edição do Índice Brasil de Cidades Digitais (IBCD), que foi lançada ontem (03), em São Paulo, mostra que o nível de digitalização dos municípios brasileiros cresceu 33% em relação a 2011 – um resultado dos investimentos no uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) nas 75 regiões que participaram da pesquisa no ano anterior.

Dos 100 municípios do ranking do Índice Brasil de Cidades Digitais 2012, 58 são da região Sudeste (especialmente de São Paulo), 25 do Sul, 12 do Nordeste, três do Centro-Oeste e dois na região Norte.

As quatro primeiras posições deste ano são as mesmas de 2011 e estão ocupadas pelas capitais: Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória, que foi premiada por possuir mais infraestrutura em acessibilidade, seguida de Tauá (CE), com melhor acesso público e Guarulhos (SP), com melhores serviços e aplicações.

Os investimentos somados à prioridade dada à digitalização de processos e serviços podem explicar a evolução de alguns municípios no ranking, como Anápolis, em Goiás, que saltou da 49ª posição, em 2011, para o 6º lugar, nesta edição, ou Guarulhos, em São Paulo, que foi da 19ª para a 9ª posição. Outras cidades, já bem pontuadas em 2011, também avançaram, como Curitiba, que saiu do 2º lugar, em 2011, para a liderança do IBCD 2012.

“É importante destacar que, além da amostragem maior e mais abrangente, incluindo municípios de todas as regiões do país, houve uma melhora na pontuação das cidades que participaram pela segunda vez da pesquisa. Prova disso é o aumento médio de 22% na pontuação dessas cidades”, afirma Hélio Graciosa, presidente do CPqD.

Na edição 2011 do IBCD apenas quatro municípios estavam inclusos no nível Serviços Eletrônicos, indispensável para a digitalização, neste ano, 30 das 100 cidades já atingiram esse nível, em contrapartida, o número de municípios no Acesso Básico (nível um) e Telecentros (nível dois) permaneceu o mesmo do ano passado, representando 6 e 64, respectivamente.

Metodologia

Graziella Cardoso Bonadia, responsável pelo trabalho no CPqD, explica que houve um aperfeiçoamento da metodologia neste ano, o que permitiu fazer uma avaliação mais precisa das iniciativas envolvendo o uso das TICs nas cidades brasileiras e a avaliação foi realizada a partir de um questionário, respondido por gestores municipais, e dados complementares, levantados pela equipe do IBCD (como população, número de acessos e velocidade média de conexão à internet).

Com base nessas informações, foram atribuídas pontuações para os municípios, levando em consideração a infraestrutura tecnológica (equipamentos primários, banda, cobertura geográfica, disponibilidade de serviços digitais e recursos de acessibilidade para pessoas com deficiências físicas ou analfabetas). “Na categoria presença de equipamentos primários, a pontuação tem peso menor; enquanto na categoria serviços eletrônicos, o peso é bem maior”, explica Graziella.

Escrito por Redação   
 

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